Eu em primeiro lugar!

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Editorial da Semana: Paulo Alves

Toda vez que me deparo com meu "EU", minhas vontades egoístas desejando tirar vantagem de alguma forma para ser privilegiado, lembro de que isso é pecado e preciso lutar contra. O pecado do "EU" está enraizado em nós desde Adão. Como bem disse C. S. Lewis:

"A partir do momento em que você tem um “eu”, surge a possibilidade de colocá-lo em primeiro lugar, de querer ser o centro – de querer, na verdade, ser Deus. Foi esse o pecado de Satanás; e esse também o pecado que ele ensinou à raça humana, colocando na cabeça dos nossos ancestrais mais remotos a ideia de que eles poderiam ser “como deuses” – que poderiam depender de si mesmos como se tivessem sido seus próprios criadores. “Sejam seus próprios mestres”, dizia ele, “inventem o tipo de felicidade que vocês desejam para si mesmos, fora de Deus”. E foi dessa tentativa desesperada que surgiu praticamente tudo o que se relaciona ao que chamamos de história humana: dinheiro, pobreza, ambições, guerras, prostituição, classes, impérios, escravidão”.

Na tentativa desesperadora que nossa humanidade tem de alimentar o "EU", somos capazes de tudo para nos satisfazer e deixamos de cumprir a nossa missão de glorificar a Deus fazendo com que “Ele cresça e eu diminua”. O “EU” nos afasta da nossa responsabilidade de “amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo”. Alimentar o “EU” é também arriscado, pois quando isso acontece nos tornamos cada vez mais apáticos ao evangelho e suas implicações. Colocar o “EU” em primeiro lugar é garantir a vitória de satanás sobre nossas vidas.

Se observarmos bem, além da nossa própria vontade de colocar o nosso “EU” em primeiro lugar, há todo um esforço externo da mídia social e de outras pessoas que acreditam que este é o melhor caminho. Diante disso nos deparamos com o Cristo. Paulo, em Filipenses 2:5-8 nos mostra a atitude de Cristo, deixando claro que Ele é o nosso exemplo: De sorte que haja em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus, que, sendo em forma de Deus, não teve por usurpação ser igual a Deus, mas esvaziou-se a si mesmo, tomando a forma de servo, fazendo-se semelhante aos homens; e, achado na forma de homem, humilhou-se a si mesmo, sendo obediente até à morte, e morte de cruz.

Este é um grande desafio para nós, pecadores. Que Deus nos ajude a abrir mão e negar o nosso "EU” diariamente, dando prioridade para o que Cristo é em nós e o que Ele pode fazer através de nossas vidas uma vez que Ele esteja em primeiro lugar. Deixemos então Cristo assumir o Seu lugar e, com certeza seremos a Sua imagem e semelhança, resplandecendo o Seu rosto, Suas atitudes e o Seu caráter em nós.

 

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